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Incorporando as diferenças

Publicado em 04/09/2019 às 23:37 - Atualizado em 04/09/2019 às 23:43

Incorporando as diferenças

 

A semana da pessoa com deficiência intelectual e múltipla foi lembrada no final de agosto com atividades diversificadas na Escola Municipal João Canton. O trabalho foi desenvolvido com o intuito de promover a empatia. Ou seja, colocar-se no lugar do outro, trabalhando a diversidade e o respeito com as diferenças.

O propósito dessa ação partiu da professora de História e Ensino Religioso Adriana Tofoli, que junto com os alunos do 9ª ano  IV e 9º ano II utilizaram os intervalos e o recreio para atuar publicamente incorporando as diferenças de pessoas tetraplégicas, cegas, surdas, com problemas neurológicos, autistas, com síndrome de down e síndrome de tourette.

Conforme a professora, que tem em casa dois filhos com deficiência, a sociedade evoluiu muito no sentido da compreensão, mas ainda tem muito a ser falado e mostrado para evitar o bullyng que ainda existe, principalmente nas escolas. “Meus filhos tem problemas de audição, e foi através deles que eu ingressei no aprendizado de como agir com pessoas que tem essa necessidade. Através disso, meu objetivo foi levar esse propósito para a escola, para poder disseminar esse conhecimento com mais pessoas,” comenta.

Para os alunos foi uma experiência única e gratificante garante a professora. “Faze-los sentir a dificuldade e a falta de aceitação do outro os fez refletir de maneira diferente, isso pra mim já foi gratificante. Mas me emocionou quando um dos alunos pediu para interpretar um colega da escola e depois esse colega que tem síndrome veio me abraçar e dizer “profe obrigado”. Ali eu me senti realizada, porque a sementinha foi gerada. Alguns irão disseminar esse propósito”, comemora.

E o objetivo da professora Adriana vai além. Agora ela pretende levar essa experiência para a sociedade e de outra maneira fazer com que outras pessoas possam também entender e colaborar com a pessoa com deficiência. “Meu próximo objetivo é na verdade um sonho. Quero conseguir recursos e autorização para grifar em um muro o alfabeto em libras,” conclui.


Além das interpretações, também foi desenvolvido um espaço neuro sensorial, onde as pessoas puderam sentir na pele como é uma pessoa cega ou uma pessoa autista. A ação fazia com que os participantes descalço, com olhos vendados e num ambiente totalmente escuro, passassem por diversos lugares com vários tipos de chão. Os participantes usaram os sentidos para identificar cheiros, alimentos e objetos enquanto em alguns momentos passavam por um forte barulho, para se colocar no lugar de um autista. Quem passou pela experiência pôde sentir a dificuldade de ser privado da condição de enxergar.
Ainda na semana, alguns alunos trouxeram para a escola familiares síndrome e promoveram inúmeras discussões sobre o tema. Para encerrar, os alunos, visitaram em Arabutã a exposição de trabalhos da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, com a participação de 20 expositores entre alunos e membros da comunidade que mostraram seus trabalhos.


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